Um cartão pro Zeca

Mello Menezes, também conhecido como Zeca, é aquele artista plástico e autor de muitas capas de discos. Mas também é conhecido pelos íntimos como aquele cara que gosta de cantar no estilo dos grandes intérpretes americanos, tipo Johnny Hartman, que gravou com famosas big bands nos anos 50 e 60…Olha só o cartão que o Zeca  encontrou outro dia no fundo do baú. Foi enviado de Los Angeles, em 1982, pelo Comendador Albuquerque, que aproveita para zoar com o nosso Johnny Hartman carioca… (clique na foto para ampliar).

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E Paulo foi para Los Angeles…

Sandra Canetti

As torres gêmeas e o irmão da Sandra

Paulo foi com Sonia pra Los Angeles na época em que eu morava (com marido e filhos) em Rockville, Maryland, perto de Washington. Um dia ele me ligou e perguntou se eu não queria encontrar os dois em New York, pois iam passar por lá antes de voltar ao Brasil.

Fui e encontrei um Paulo muito excitado, interessado em ter aulas de iluminação e mesa de som… Ele me perguntou o que eu achava. Como sempre achei que ele não tinha nada a ver com Direito (trabalhava em  marcas e patentes), disse que achava que ele deveria fazer o que tinha vontade, e que a idéia me parecia ser muito interessante. Pelo que me lembro, ele voltou para  Los Angeles e Sonia veio pro Brasil. Tudo começou ali…

Evidentemente, o fato de estar casado com Sonia (Sonia Ferreira, cantora do Quarteto em Cy), acompanhá-la em sua carreira, o ambiente musical, o contato com pessoas tão interessantes…tudo isso deve ter influenciado muito meu irmão. A transformação do Paulinho, depois que se decidiu a mudar radicalmente de profissão, foi incrível! Virou aquele cara tão especial de quem tanto gostávamos,  que curtíamos tanto…


Desbravando o oeste selvagem

Em Los Angeles, nos anos 80, desbravando o mundo da música e da indústria fonográfica no lado oeste dos EUA, Paulinho e Gilson Peranzzetta encontraram tempo para brincar de cowboy, numa dessas lojas que fornecem material e cenário para fotos pitorescas. E a velha senhora do velho oeste na foto é a tia da Regina Werneck, que todos eles chamavam de Dinda. E Paulinho chamava de “Velha Prodígio” porque, aos 70 e tantos anos, fumava, bebia e só ouvia Joe Cocker e Janis Joplin…

Alô, Regina ! Estamos aí!

Regina Werneck

Paulinho, Rique Pantoja, Regina Werneck e Zé Nogueira.

Eu era grande amiga do Paulinho, e chamava ele carinhosamente de Paulete. Mas tive que aturá-lo na minha aba nos tempos em que morava em Los Angeles e era casada com Oscar Castro Neves.  Paulinho baixava por lá, geralmente acompanhado de Djavan, Ivan Lins ou Gilson Peranzzetta. Mas o Paulete era muito abusado: pedia pra eu pegar a galera no aeroporto e depois me pedia pra levar a turma pra tudo que é canto (vocês sabem que lá em Los Angeles tudo é “pertinho”…) e , como se não bastasse, ainda me pedia pra servir de intérprete. É que, apesar de escrever e ler bem em inglês (como advogado de marcas e patentes, ele tinha que traduzir muita coisa),  ele achava que falava mal. E eu tinha que sair com ele pra ir falando tudo. Até num namoro eu tive que atuar: Paulinho queria dar em cima da ex-mulher de um famoso pianista de jazz e eu fui convocada pra ligar pra ela, marcar o encontro, levar o Paulinho até a casa dela… Só faltou me chamar pra ir com eles pro motel…

(Regina Werneck, cantora e letrista, é autora do famoso “Estamos aí”, parceria com Durval Ferreira)

Em L.A. com Stevie Wonder, o atrasadinho

Los Angeles , 1982, na gravação do LP Luz, do Djavan: Paulinho Albuquerque, Ronnie Foster (pianista e produtor do disco), Luiz Avelar, Stevie Wonder, Zé Nogueira, Djavan e Monique Gardenberg. Devido a alguns contratempos, a gravação do Stevie Wonder, que estava marcada para meio-dia, só começou às nove da noite. A explicação do Paulinho: "É que o Stevie quis vir dirigindo sozinho e demorou a achar o endereço..."