A noite em que Paulinho “cuidou” da Vivi pra mim

Bruno Veiga

Bela noite de réveillon no meu apê em Copacabana. Festa cheia, todo mundo animado, bebendo adoidado e eu totalmente enrolado cuidando da cerveja, do gelo, do som, etc.
Eu tinha conhecido a Vivi há algumas semanas, estava encantado por ela e a convidei para a festa. Vivi tinha uns 23 anos na época. No meio da bagunça, apresentei ela ao Paulinho e pedi para ele mantê-la em segurança, longe dos abutres que já começavam a paquerá-la. A noite correu, eu e Vivi trocamos uns beijinhos, o dia foi nascendo e a festa acabando…

Uns dez dias depois, me liga o Paulinho:

– Bruno, você não imagina quem dormiu lá em casa esta noite?
– Quem, Paulinho?
– A Vivi.

Os 30 e tantos anos de diferença de idade entre eles não impediram o Paulinho de cuidar muito bem da Vivi para mim. E cuidou tão bem que eles se casaram e juntos tiveram o João.

Na foto de Bruno Veiga, João (sete dias) e dois fãs.

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O Jogo

Com Paulinho, comemorando o Campeonato Brasileiro de 95.

Zé Renato

Falar sobre o Paulinho ainda é uma grande dificuldade, a ficha até hoje não caiu. Por exemplo, toda vez que tenho alguma idéia de novo trabalho a primeira coisa que me vem à cabeça é querer ligar pra ele, às vezes até torcendo pro mordomo atender e dar umas risadas. Fico sempre imaginando o que ele acharia a respeito, críticas, elogios, sacanagens, tudo vindo dele era pra se levar em consideração. Era um amigo daqueles que a gente sente falta todo dia em qualquer circunstância.

Além do gosto musical compartilhávamos também das alegrias e tristezas de ser botafoguense. Uma vez, no tempo que o time ainda penava na segundona, combinamos de ir ao Caio Martins para ver o clássico Botafogo x Marília que seria no meio da semana, com Claudio Jorge e Pedro. No dia do jogo, chovendo canivete, cheguei no final da tarde para buscá-los no apartamento do Jardim Botânico. Depois de algumas buzinadas todos desceram  e foram se acomodando, já semi ensopados apenas do curto trajeto entre a portaria e o carro (imaginem vocês o toró) e partimos em direção ao Rebouças. Na Lagoa, como era de se esperar, demos de cara com um engarrafamento colossal, o que arrefeceu consideravelmente nossa disposição. Após alguns minutos parados no trânsito, todos se entreolharam e chegamos à conclusão de que o melhor mesmo era abortar a missão Caio Martins e partir para algum botequim que estivesse transmitindo o jogo pela televisão. Bom, resumindo a história, pouco depois de estarmos sentados confortavelmente, cercados de algumas louras geladas, o telefone do Paulinho tocou. Era Vivi avisando que estava indo pra maternidade, onde poucas horas depois João daria o ar da sua graça.