Na cozinha com o Comendador

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E pra vocês que gostam de dicas de culinária, aí vai uma receita de sanduíche de Djavan…Pega-se uma fatia de Paulinho Albuquerque e uma fatia de Aldir Blanc. No meio, coloca-se um Djavan inteiro. E está pronto!… Para acompanhar o sanduíche de Djavan, o ideal é um suco de açaí, guardiã, zum de besouro. (a dica do suco é do jornalista musical e gourmet Márcio Pinheiro).

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O Comendador numa imagem do MIS

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Foi o Hugo Sukman que deu o toque…Lá no acervo do MIS, Museu da Imagem e do Som, tem essa imagem do Paulinho Albuquerque com Djavan, Filó Machado e Fátima Guedes. A foto apareceu num post sobre o Projeto Pixinguinha de 1981, quando o Comendador produziu os shows dessa turma. Naquele tempo não tinha celular, selfie, essas coisas. Por isso são raras as imagens onde aparecem as estrelas do espetáculo junto com o cara que estava nos bastidores, produzindo a coisa…Agora só falta saber quem fez o clique. Infelizmente não ficou registrado o nome do fotógrafo. Alguém aí sabe? Cartas para a redação, quer dizer, e-mails para o blog…

O link do post tá aqui:

Com vocês, Carmen McRae…

Essa foto diz tudo. Paulinho Albuquerque adorava Carmen McRae. Era uma das suas cantoras de jazz favoritas. Ele se encontrou com a Carmen pela primeira vez numa das visitas a Los Angeles, ciceronado pela Regina Werneck. Corta para 1980, no Rio de Janeiro. Paulinho estava dirigindo um show do Djavan e os ensaios eram no estúdio do Chico Batera, onde Djavan preparava o repertório, muito bem acompanhado pela banda Sururu de Capote (Luiz Avellar, Sizão Machado, Teo Lima, Zé Nogueira, Café, Marquinhos e Moisés). Um dia, Paulinho chegou no ensaio levando a Carmen McRae, que estava de passagem pelo Rio. A diva do jazz ficou encantada com o ensaio e com o repertório djavânico…Tempos depois ela gravou Flor de Lis, que ganhou uma letra em inglês da Regina Werneck e virou Upside Down.

Vocês vão ouvir agora essa gravação sensacional, de 1982, que está no disco Heat Wave, da Carmen com o vibrafonista Cal Tjader. Além deles, o elenco é: Marshall Otwell (piano), Rob Fisher (contrabaixo),Vince Lateano (bateria), Poncho Sanchez e Ramon Banda (percussão).

O primeiro encontro com Moacir Santos

Nesta foto, da coleção de Monique Gardenberg, Moacir Santos está cercado por um bando de admiradores: Keith Seppanen (engenheiro de som), Ronnie Foster (produtor), Moisés (trombone de pisto), Paulinho Albuquerque (coordenação de produção), Luiz Avellar (piano), Djavan, Marquinhos (sax tenor e flauta), Zé Nogueira (sax soprano), Frank Zotolly e Steve Kujala (flauta).

Zé Nogueira lembra que ” …a foto aconteceu logo após a gravação do belíssimo arranjo de sopros do Moacir para a música Capim. Esse arranjo é uma música dentro da música…Era um momento muito especial, foi quando conhecemos pessoalmente o Moacir ! Isso foi em 1982, durante a gravação do disco Luz, do Djavan…”

E agora ouçam com atenção o arranjo do maestro…Com exceção do pianista Frank Zotolly, todos na foto participaram da gravação. E mais: Sizão Machado (baixo), Teo Lima (bateria), Café (percussão) e Raul de Souza (trombone).O solo de Mini-Moog é do Ronnie Foster.

http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/djavan/capim/4902187

Com vocês, Casseta & Planeta e Djavan…

Aqui quem fala é o DJ Reinaldo e vocês vão ouvir agora mais uma faixa de um CD produzido pelo Paulinho Albuquerque… No caso, a música é Tributo a Bob Marley, do LP Preto Com um Buraco no Meio. Como a letra falava de um cara que foi ” para Paris, Londres, Amsterdam, ganhar alguma grana imitando Djavan…”, o Paulinho chamou o próprio para fazer uma participação especial, imitando ele mesmo…A composição é de Bussunda, Beto Silva, Claudio Manoel, Hubert, Mané Jacó e Mu Chebabi.

E para tocar esse reggae  foram convocados os seguintes craques: Celso Fonseca / guitarra, Jamil Joanes / baixo, Teo Lima / bateria, Carlinhos Brown / percussão. Arranjo do coro: Paulinho Soledade. No vocal, Hélio, Hubert e Djavan. A capa do LP é de Luiz Stein e Gringo Cardia.

Paulinho

Djavan

A primeira fase da minha  carreira foi marcada pela presença do Paulinho. Dirigiu os meus três primeiros shows, intermediou encontros inesquecíveis: Aldir Blanc, Cacaso, Paulo Emílio (quando compusemos várias canções), Quincy Jones, Gilson Peranzzetta, Ivan Lins, Nei Lopes…

Humor, honestidade, justiça e generosidade formaram a base da sua personalidade. Tudo isso ele  distribuiu aos amigos por toda a vida.

Paulinho me ensinou muito sobre tudo. Aprendi com ele, entre outras coisas, a lidar com minha própria música, num tempo em que  a ansiedade e a insegurança me atormentavam. Era ele que com suas palavras, suas observações maduras, me animava, me botava em pé.

Paulinho brincava o tempo todo. Era feliz. Embora dissesse vez por outra, não sei se ainda brincando, que não era feliz no amor. Mesmo convivendo todos os dias, nunca brigamos. Se  a gente se aborrecia por alguma coisa, bastava eu me distrair que logo ele vinha :  me dava uma “gravata”, beijava a minha cabeça e, fingindo apertar o meu pescoço, dizia: olha aqui o que  eu faço com você… A gente ria e tudo voltava ao normal. Paulinho foi um amigo querido, quase um tutor, vislumbrou em mim logo cedo a pessoa e o músico que  me tornei. Não tocava nenhum instrumento, mas sabia de música como poucos. Nunca quis pertencer a nenhuma gravadora, usou o seu talento ajudando pessoas de que gostava pelo simples prazer de vê-las crescer na vida.

Foi assim comigo, e eu o agradeço eternamente por isso.