O encontro de John Lennon com Djavan

djavan e john lennon

Neste momento em que são lembrados os 80 anos de nascimento de John Lennon, publicamos aqui este raríssimo registro de um encontro do ex-beatle com o cantor e compositor Djavan. A foto pertence ao acervo do blog do Comendador Albuquerque. Só não conseguimos o nome do fotógrafo que clicou o lance. Se alguém tiver essa informação, é só mandar pra cá. E viva John Lennon!

Ocês num entende de política não, né?

O título aí em cima era uma espécie de bordão que Paulinho Albuquerque usava em muitas situações. Era um bordão multiuso. Mas até hoje eu não sabia a origem dessa frase. E agora, finalmente o mistério foi esclarecido. O grande baixista Sizão Machado explicou para o blog do Comendador onde surgiu essa parada.

Tudo começou nos anos 80, numa turnê do Djavan por algumas cidades mineiras, com o grupo Sururu de Capote. Depois de um show em Varginha, Sizão Machado e Paulinho Albuquerque, que era o diretor do show, estavam atrás do palco, fumando. O show tinhacomendador-4-x_remix_política acontecido num ginásio, e algumas pessoas estavam circulando por ali. Sizão e Paulinho estavam se divertindo muito ouvindo o sotaque e as expressões idiomáticas tipicamente mineiras. Aí passou por eles um sujeito e o Sizão comentou com o Paulinho: “Gozado, esse cara parece muito o…”. O cara ouviu o comentário, se adiantou e esclareceu: “Dosti Ofmã! Todo mundo me acha parecido com o Dosti Ofmã!” Devido à semelhança física, eles entenderam que o cidadão era parecido com o Dustin Hoffman.

Eles ficaram um tempinho ali batendo papo com o sósia do astro de Hollywood e aí apareceu uma mulher muito bonita, chamando a atenção da galera. O Dustin Hoffman cutucou o Sizão e disse: “Se ocê quiser, posso acertar com ela, já!” O Sizão desconversou, disse para ele não se preocupar com isso. E foi aí que o mineiro falou a tal frase: “Ocês não entende de política não, né?…Essa aí já pegou aquele deputado (e disse o nome de um político que não será citado). Essa aí faz o serviço completo! Ela sapecou uma dentada no pau dele, e ele teve que ir pra Belzonte fazer um enxerto…”

Depois dessa aula, Paulinho Albuquerque e Sizão Machado passaram a entender tudo de política.

Sururu de Capote_Los Angeles _1982

Nesta foto de 1982, em Los Angeles, a equipe completa da Sururu de Capote: Café (percussão), Paulinho Albuquerque (direção e iluminação), Luiz Avellar (piano), Téo Lima (bateria), Marquinhos (sax tenor e flauta), Zé Nogueira (sax soprano), Moisés (trombone de pisto), Monique Gardenberg (produção), Sizão Machado (baixo) e Djavan (djavan).

Uma foto alvinegra em preto e branco

Cláudio Jorge

Luiz Carlos da Vila, Paulo Albuquerque, Hugo Sukman, Cláudio Jorge

Num dos nossos belos encontros na nossa casa em Laranjeiras. Luiz Carlos da Vila, com a faixa da Vila Isabel, o Comendador Paulinho Albuquerque, Hugo Sukman e eu com a faixa de Campeão da Taça Guanabara de 97. Em comum, além da grande amizade, o fato de sermos todos botafoguenses, com exceção da minha patroa flamenguista Renata Ahrends que fez as honras da foto. A faixa de campeão foi um presente do também amigo, parceiro e botafoguense de Vila Isabel Paulinho da Aba, com direito a autógrafo do Pantera Donizete dedicado a mim. Bons tempos em que Luiz e os Paulinhos estavam por aqui e a gente era campeão, né Hugo?

O ministério do Comendador

Sonhar é grátis…Então podemos imaginar que, se Paulinho Albuquerque ainda estivesse neste planeta e se tivesse sido eleito Presidente da República, a esta hora estaria indicando nomes para o seu ministério. Poucas coisas podemos garantir neste mundo mas, tenho certeza absoluta de que, se ele fosse escolher um general para a sua equipe, este seria o inesquecível trompetista Marcio Montarroyos, conhecido no mundo do som como “O General”. Na foto, o Comendador está com o General e com Carlos Malta, outro que teria uma vaga garantida no governo, provavelmente no Ministério dos Saxofones e Flautas.

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Carlos Malta, Marcio Montarroyos e Paulinho Albuquerque

  • A imagem, tirada dos arquivos do Comendador, infelizmente não tem identificação de fotógrafo. Se alguém souber, mande um recado.

Na cozinha com o Comendador

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E pra vocês que gostam de dicas de culinária, aí vai uma receita de sanduíche de Djavan…Pega-se uma fatia de Paulinho Albuquerque e uma fatia de Aldir Blanc. No meio, coloca-se um Djavan inteiro. E está pronto!… Para acompanhar o sanduíche de Djavan, o ideal é um suco de açaí, guardiã, zum de besouro. (a dica do suco é do jornalista musical e gourmet Márcio Pinheiro).

O Comendador numa imagem do MIS

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Foi o Hugo Sukman que deu o toque…Lá no acervo do MIS, Museu da Imagem e do Som, tem essa imagem do Paulinho Albuquerque com Djavan, Filó Machado e Fátima Guedes. A foto apareceu num post sobre o Projeto Pixinguinha de 1981, quando o Comendador produziu os shows dessa turma. Naquele tempo não tinha celular, selfie, essas coisas. Por isso são raras as imagens onde aparecem as estrelas do espetáculo junto com o cara que estava nos bastidores, produzindo a coisa…Agora só falta saber quem fez o clique. Infelizmente não ficou registrado o nome do fotógrafo. Alguém aí sabe? Cartas para a redação, quer dizer, e-mails para o blog…

O link do post tá aqui:

O dia em que Paulinho Albuquerque parou um avião

Mello Menezes

Nasci num Rio mais vazio onde a poesia fazia pic-nic. As famílias humildes suburbanas preparavam o farnel de véspera, acordavam cedo e iam de barca, bonde, trem para Quinta da Boa Vista, Paquetá, praias do Rio e Niterói. Após intensas atividades no domingo de sol, as crianças brancas, negras e mulatas voltavam vermelhas, desabadas nas mães e com uma leve sensação de que traziam do pic-nic uma recordação: muita areia no saco do calção.

Acho que devido a essa infância cresci festeiro.

Junto com o poeta Aldir Blanc e amigos do nosso conjunto de samba “Torresmos e Moelas” fizemos centenas de festas maravilhosas e o nosso Comendador estava sempre presente…

O DIA EM QUE PAULINHO ALBUQUERQUE PAROU UM AVIÃO

Liguei para os amigos do “Torresmos e Moelas” e combinei: Sábado 8 de março, dia internacional da mulher, todos no primeiro quiosque da orla do aeroporto Santos Dumont.

Chegou sábado. Dia de sol, o Pão de Açúcar estava maravilhoso e pousava leve e lindo no mar. Os aviões passavam deslumbrantes no olhar e as moças pedalavam semi-peladas pelas passarelas com a poesia das velas em regatas pelo mar. Era um dia perfeito.

Os amigos iam chegando: professores, músicos, profissionais muito liberais, poetas, escritores, pintores… O buquê do churrasco já deixava as bocas nervosas e a cerveja estava geladíssima. Quando então Paulinho Albuquerque e Claudio Jorge adentram a festa transformando-a num terreiro de bambas: Paulão Sete Cordas, Ovídio Brito, Carlinhos Sete Cordas, Marcelinho Moreira, Beto Cazes e Esguleba se juntaram ao “Torresmos”.

E como num sarau à beira mar, histórias do mundo do samba começaram a ser cantadas…

Claudio Jorge mostrou que no samba o amor é de fato, arrumou um lugarzinho pequeninho que dá para morar. Pintou tudo de branquinho e rezou os cantinhos com água do mar e todo mundo se encantou com aquele lugar. Tinha até pé de cajá!

Aldir Blanc, numa interpretação magistral, trouxe os grandes bambas do Salgueiro e cantou o Gargalhada na voz do Anescar, Geraldo Babão e o Bala são de lá, Noel Rosa de Oliveira, Pindonga e Iraci, e afirmou: o samba vem daí.

Wilson Moreira cantou o delito de amar e pediu à Senhora Liberdade que abrisse as asas sobre todos nós.

Jorjão, no seu gingado de voz e balançado violão, lembrou Donga no primeiro maxixe “Pelo Telefone”, numa época em que ninguém se lembrava deste samba. E o refrão foi geral.

A caravela do Candongueiro veio lá de Niterói para o Rio de Janeiro e aqui desembarcou. Ilton e Ilda com seus musicais marinheiros fizeram a galera cantar o samba de raiz Pau Brasil.

Zé Luis do Império homenageou os velhos malandros maneiros que têm São Jorge guerreiro como fiel protetor. Ganhou, leva. Mas não no grito, quem quis levar não prestou. Beleza.

E no carnaval Moacyr Luz esperou o bonde 66 que na Sete de Setembro apareceu mais uma vez e trouxe o Guinga, o Paulinho Pinheiro, o Nogueira e o Velho Hermínio num reduto biriteiro. Um camelô trocou as pilhas do seu coração e de quebra vendeu-lhe mais uma ilusão.

O magnata supremo da elegância moderna, Walter Alfaiate, como sempre elegante, mandou a Carola sacudir e todo o mundo sacudiu no “Sacode Carola”.

O mestre cuca musical Ernesto Pires misturou arroz com feijão e cantou a miscigenação brasileira.

Camunguelo, “O Único”, cantou e flauteou “Hello My Girls” no seu jeito malandro do Cais do Porto.

Luis Carlos da Vila, o nosso sambista Show, com sua presença de palco passeou entre as mesas e encantou, trazendo Iemanjá à beira mar para todo mundo cantar.

Luiz Pimentel, nosso poeta, escritor e editor do mundo do samba exclamou: Sem palavras!

De repente um silencio se fez.  O cello de Zamith e o violino de Leo Ortiz da Sinfônica Brasileira trouxeram Gustav Mahler e num momento sublime o samba silenciou e reverenciou a música erudita. E o Paulinho : Pô, que tarde! Tem até os clássicos!…

Mas como se não bastasse tanta beleza musical, um espetáculo diferente e inesperado aconteceu. Um grande cardume de sardinhas apareceu borbulhando junto à orla onde estávamos, naturalmente encurraladas por ágeis pescadas. E deu-se então o espetáculo! Dezenas de gaivotas e atobás com suas asas de metro e meio de envergadura começaram a tirar rasante de nossas cabeças para mergulharem , uma atrás da outra, à caça das sardinhas, como flechas entrando no mar. A emoção foi geral e palmas, palmas, palmas.

Aí o Paulinho Albuquerque me puxou para um canto e disse:

– Tá demais! Vamos até ali na cabeceira da pista parar um avião. É fácil, é como parar um táxi. Vamos botar este povo maravilhoso lá dentro dele.

– Mas Paulinho! Tem umas trezentas pessoas!

– Vai caber, vai caber. Esses pilotos já fizeram estágio no ônibus 477. Basta, antes de subir, dar aquela freadinha que a turma se acomoda. Vamos até Nova York, já liguei para o Aloísio de Oliveira e ele vai reservar o “Carnegie Hall” para logo mais! Vamos apresentar essa festa memorável que vivemos hoje aqui. O título vai ser “O que é que o Pão de Açúcar tem”. E não se esqueça de levar a cenografia: sardinhas, gaivotas, atobás e o Pão de Açúcar também.

Quando a Guanabara entardeceu
O nosso avião subiu
E o cristo Redentor
Espalhou lá do alto
Pigmentos suaves
De amarelos laranjas
Vermelhos lilases
e azul cobalto

Ceceu Rico, pai do Aldir, Mello Menezes e Aldir Blanc. O Paulinho estava por ali, em algum lugar, fora da foto.

Ceceu Rico, pai do Aldir, Mello Menezes e Aldir Blanc. O Paulinho estava por ali, em algum lugar, fora da foto.

 

Moacyr Luz e Walter Alfaiate. O Paulinho está em algum lugar, do outro lado da câmera...

Moacyr Luz e Walter Alfaiate. O Paulinho está em algum lugar, do outro lado da câmera…

 

Alfredinho Bip-Bip, Luiz Pimentel e Henrique Sodré. E o Paulinho não aparece, continuava fugindo dos paparazzi...

Alfredinho Bip-Bip, Luiz Pimentel e Henrique Sodré. E o Paulinho não aparece, continuava fugindo dos paparazzi…

 

G.R.E.S. Unidos do Casseta & Planeta

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Na foto, os destaques da escola exibem suas fantasias minimalistas…O cara usando a guitarra amarela como tapa-sexo é Mu Chebabi, da ala de compositores.

O carnaval está aí de novo…É hora de relembrar mais uma faixa carnavalesca produzida pelo Paulinho Albuquerque…Do repertório do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Unidos do Casseta & Planeta, o memorável samba enredo Apogeu e Glória do Rock’n Roll, de Bussunda, Beto Silva, Claudio Manoel e Mu Chebabi…Alô, bateria!…

Negro Mesmo

Foto em preto e branco é isso aí. E o branco, no caso, é o Paulinho Albuquerque. Isso foi em 1983, durante as gravações de um disco do Nei Lopes, produzido pelo Paulinho. A foto é de Mello Menezes, que também fez a capa do LP. Nei Lopes confirma e esclarece:

” A foto foi feita em 1983, durante as gravações do meu disco Negro Mesmo, no Estúdio Rancho, em Higienópolis, ao lado da hoje famosa Favela de Manguinhos. Os músicos são, da esquerda para a direita: Caboclinho (atabaques), Agenor Mendes (pandeiro), Nelsinho do Balanço, também conhecido como Nelsinho Suave (percussão, ex-Grupo Abolição, de Dom Salvador), Almir Santana (violão e cavaquinho) , Dairzinho (meu sobrinho, já falecido: cavaco e baixo elétrico) e Ovídio Brito (o maior cuiqueiro do Brasil) “.

E vocês vão ouvir agora uma faixa desse disco de música negra mesmo : Tia Eulália na Xiba, de Nei Lopes e Claudio Jorge. Com Cleber Augusto e Almir Santana nos violões, Dairzinho no cavaco, Agenor no surdo, Ovidio Brito no pandeiro, Caboclinho no atabaque, Nelsinho do Balanço, no atabaque e no ganzá e Pirulito nas claves. No coro: Leonardo Bruno, Vânia Ferreira, Francinete, Cleber Augusto e Zeca Lopes.