Explicações necessárias

Palbuca era um endereço de e-mail que virou apelido. Comendador Albuquerque era o seu alter-ego na secretária eletrônica (ouçam a mensagem do mordomo Antunes) e Paulinho Albuquerque era o produtor, diretor, iluminador, agitador, enfim, um cara que esteve por trás de muita coisa boa na música brasileira : shows e discos com Djavan, Ivan Lins, João Bosco, Aldir Blanc, Guinga, Nei Lopes, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Hamilton de Holanda, o Free Jazz Festival e até o Casseta & Planeta… (é muita gente, vejam a lista completa no menu, em “shows” e “discos”). Paulinho Albuquerque morreu em 26 de junho de 2006, nove dias depois do Bussunda.

* PARA DEIXAR UM COMENTÁRIO É SÓ CLICAR NO BALÃOZINHO À DIREITA DE CADA POST.

5 respostas em “Explicações necessárias

  1. Paulinho Albuquerque, Mauro Senise e Zeca Assunção eram meus vizinhos no Jardim Botânico .E de repente Paulinho se mudou pro Astral Superior,deixando todo mundo com cara de cachorro em dia de mudança.Grande figura e mega talento ! Quem sabe não tá rolando show na nova casa com ele, Nico Assunção, Marcio Montarroyos, Oberdan Magalhães,Robson Jorge ,Rafael Rabello e, por que não , Miles Davis, Charles Mingus, Art Blakey,Dannie Richmond,Don Alias, dentre outros. Luz pra todos ! Muito legal esse blog , Reinaldo , parabéns !

  2. Ano 1984. Era uma festa para formalizar – muito informalmente -nosso casamento (meu com Claudio Torres Gonzaga, hoje humorista ex-marido). De repente nos veio a ideia de termos um juiz e convidamos o Paulinho (na época ele namorava minha irmã Ignez) e ele topou. Levamos um ferro de passar roupa, o Paulinho disse palavras sérias, todos assinaram um papel em branco que foi por ele passado a ferro. No final ele declarou: “Agora vocês já estão casados de papel passado”. Alguns amigos nos pediram depois o telefone desse juiz, porque queriam que ele oficiasse os seus casamentos. Assim o Paulinho (que era advogado) teve seu dia de magistrado e nós a honra de tê-lo na nossa história para sempre.

  3. Paulinho foi… e é, um amigo inesquecível e o meu Guru Musical e profissional ! Ele não gostava quando eu falava isso ,principamente se estivessemos com outras pessoas…mas no fundo sentia que orgulhava-se um pouco. Como produtor no Jazzmania pude ser seu jovem assistente e tive o previlégio de ve-lo na produção de muitos shows, Dorival Caymmy e familia, João Bosco e Nico Assumpção, Ivan Lins, Basnda Zil, o primeiro show do Casseta e também acompanhava o seu o incansavel trabalho no Free Jazz Festival, sempre com o Zuza e Zé Nogueira. E hoje posso vê-lo dando esporro na Leny Andrade porque ela não havia ainda tirado “Chico Hipocondria” do repertorio…e ela ouvir quieta…e NUNCA mais cantar a musica !!! Tardes memoraveis no Jardim Botanico ouvindo Kenny Rankin e conhecendo as novidades e a tradição do melhor do jazz !!! Um baita professor. Além das inúúúúmeras piadas infames e inteligentes Tenho muitas saudades, mas posso senti-lo conosco ! Uma benção ! Paulo Renato Rocha

  4. Foi Paulinho que fora do meu mundo do samba suburbano, acreditou em mim. E no segundo CD samba. Com me tentou levar pra Velas. Antes no primeiro o Vitor Martins chegou a ligar pra minha casa, fui a São Paulo conversei com eles, mas nada aconteceu, no segundo mesmo com Paulinho me dando maior força não foi diferente.
    Agradeço demais a Paulinho Albuquerque
    Por que eu não tinha caído nas graças da zona Sul, então não tive muita oportunidade bde conseguir uma gravadora. Sabe, pessoas como Paulinho não nos deixa desistir.

  5. Não acredito que já se passaram 14 anos. Quase todo dia me lembro de Paulinho. Meu ex-namorado, amigo, irmão, amado, muito amado. Conheci-o em 1962 num baile de Carnaval no Club Olympico, Rua Pompeu Looureiro. A música mais cantada era “Nosso Amor não Acaba que eu Sei, ele é Madeira de Ley” (ou coisa assim), que ele cantava para mim. Ficamos, como se diz hoje, várias vezes. Em 1968 fui para os Estados Unidos e quando voltei ele estava casado com a minha xará, Sonia. Vimo-nos uma vez, tomamos um chopp e só viemos nos ver novamente nos anos 1980. Um colega de trabalho, o Jean Michel, me apresentou um produtor que queria patrocínio para um disco. Eu era gerente de Relações Públicas da Coca-Cola e responsável pelos patrocínios culturais. Qual não foi a minha surpresa ao ser apresentada a nada mais, nada menos que Paulinho Albuquerque. Com ele como produtor, patrocinei obras primas e raras da música brasileira. Até Villa-Lobos. Quando saí da Coca-Cola nossos contatos foram se espaçando, eu viajava muito. Quando no Rio, dava festas em minha casa, convidava o Paulinho, mas ele não aparecia. Fiquei aborrecida com isso e parei de convidá-lo e deixei de falar com ele. Em janeiro de 2016 ele me ligou. E me falou: Sonia, você foi uma das pessoas que mais me ajudou na vida. Fiquei lisonjeada, não sabia que nos últimos anos ele estava atravessando dificuldades financeiras. Continuamos a conversa e ele me revelou que era papai novamente. Eu, aquela irmãzona, cheia de crítica e o achando um irrespsondável falei: “Mas Paulinho, você nessa idade, ser pai novamente?!”. Ao que ele me respondeu: “Ah, mas ele é tão bonitnho!!!” Foi de derreter meu coração! Meses mais tarde, recebo a notícia da sua morte. Achi que ekem naquele telefonema, quis se despedir de mim. Penso nele, sempre, com muito carinho. Sinto falta da sua inteligência, do seu sendo de humor, do seu talento, do seu modo engraçado de imitar um português, enfim, sinto muita saudade de, messsmo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s