Explicações necessárias

Destacado

Palbuca era um endereço de e-mail que virou apelido. Comendador Albuquerque era o seu alter-ego na secretária eletrônica (ouçam a mensagem do mordomo Antunes) e Paulinho Albuquerque era o produtor, diretor, iluminador, agitador, enfim, um cara que esteve por trás de muita coisa boa na música brasileira : shows e discos com Djavan, Ivan Lins, João Bosco, Aldir Blanc, Guinga, Nei Lopes, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Hamilton de Holanda, o Free Jazz Festival e até o Casseta & Planeta… (é muita gente, vejam a lista completa no menu, em “shows” e “discos”). Paulinho Albuquerque morreu em 26 de junho de 2006, nove dias depois do Bussunda.

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Tom, Villa, Gilson & Arthur

Tom e Villa_capa_ webEm 1986, Paulinho Albuquerque produziu um disco que até hoje não foi lançado normalmente. O título era Tom & Villa, um LP em homenagem aos 100 anos de nascimento de Heitor Villa-Lobos, mas era um brinde de fim de ano, exclusivo para os amigos e clientes da Coca-Cola. Paulinho deu a ideia, e a empresa topou. A escalação era a seguinte: Gilson Peranzzetta no piano e o jovem Arthur Maia (que tanta falta está fazendo neste planeta) , no baixo. E a gravação contou também com o apoio de mais dois craques: Zé Nogueira no sax soprano e Armando Marçal na percussão.

Os arranjos eram do Gilson, que criou quatro longas suítes, combinando várias composições de Tom Jobim e Villa-Lobos, e Arthur Maia usou o seu baixo elétrico fretless (sem trastes) tirando um som tipo Jaco Pastorius, um de seus ídolos… A capa do LP foi feita por Mello Menezes.

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Agora é só esperar para ver esse disco ser relançado, desta vez pra valer, numa homenagem não só ao Villa e ao Tom, mas também ao Arthur.

Ouçam aí a primeira faixa, Jobinianas N. 1.

 

 

O ministério do Comendador

Sonhar é grátis…Então podemos imaginar que, se Paulinho Albuquerque ainda estivesse neste planeta e se tivesse sido eleito Presidente da República, a esta hora estaria indicando nomes para o seu ministério. Poucas coisas podemos garantir neste mundo mas, tenho certeza absoluta de que, se ele fosse escolher um general para a sua equipe, este seria o inesquecível trompetista Marcio Montarroyos, conhecido no mundo do som como “O General”. Na foto, o Comendador está com o General e com Carlos Malta, outro que teria uma vaga garantida no governo, provavelmente no Ministério dos Saxofones e Flautas.

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Carlos Malta, Marcio Montarroyos e Paulinho Albuquerque

  • A imagem, tirada dos arquivos do Comendador, infelizmente não tem identificação de fotógrafo. Se alguém souber, mande um recado.

Wilson das Neves, Mestre Marçal e o Comendador

Paulinho Albuquerque adorava citar as famosas frases usadas por Mestre Marçal. Eram coisas do tipo: “Eu sou espada!”, “Tô morando em cima do sapato”, “Se a onça morrer, o mato é nosso” ou, a minha preferida, “Quem procura o que não perdeu, quando encontra não reconhece”. E aí, em 1996, quando Wilson das Neves lançou o CD “O Som Sagrado de Wilson das Neves” , pra nós foi um grande momento, porque nesse disco tem uma faixa maravilhosa, com o título  “Mestre Marçal”. Nesse samba, Wilson e seus parceiros Paulo César Pinheiro e Zé Trambique conseguem citar um monte daquelas frases imortalizadas pelo grande Marçal. E agora é uma boa hora pra ouvir mais uma vez esse samba, em homenagem a esses três caras que não estão mais aqui para dizer : “Eu nasci sem saber nada e vou morrer sem aprender tudo, e se a morte é um descanso, eu prefiro viver cansado.”… Olha o samba aí:

Um toque de David Finck

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Paulinho Albuquerque teve a oportunidade de trabalhar com muitos músicos internacionais e com alguns deles se entendeu muito bem, por terem temperamento e gostos parecidos. Um desses caras é o grande David Finck, um dos mais importantes contrabaixistas de jazz estabelecidos atualmente em Nova York.

David Finck mandou agora para o blog  uma das lembranças que ele guarda do Comendador:

 

Nós estávamos gravando um disco do Ivan Lins, num pequeno estúdio, no Rio. Era o CD A Doce Presença. Isso foi por volta de 1995…Numa das faixas eu tinha que tocar o contrabaixo com arco mas, num certo ponto da música, estava sempre perdendo um detalhe. Depois da quarta tentativa eu parei e disse pro Paulinho: “Paulo, lamento muito. Não sei o que está acontecendo, eu não estou pegando bem isso.” A resposta dele: “Bicho, não se preocupe, temos o estúdio reservado por três dias! Se até lá você não pegar, eu peço pro Peranzzetta fazer outro arranjo!” … Ele era um grande cara. E tinha um maravilhoso senso de humor.

Por falar em senso de humor, David Finck acaba de lançar um novo álbum no qual ele, além de tocar, também canta uma composição sua, que dá título ao disco (Low Standards). A faixa  é uma espécie de auto-retrato muito divertido, falando da sua condição de baixista…Paulinho Albuquerque ia gostar de ouvir isso.

Para saber mais sobre David Finck, visite o site: http://www.davidfinck.net/

 

 

Na cozinha com o Comendador

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E pra vocês que gostam de dicas de culinária, aí vai uma receita de sanduíche de Djavan…Pega-se uma fatia de Paulinho Albuquerque e uma fatia de Aldir Blanc. No meio, coloca-se um Djavan inteiro. E está pronto!… Para acompanhar o sanduíche de Djavan, o ideal é um suco de açaí, guardiã, zum de besouro. (a dica do suco é do jornalista musical e gourmet Márcio Pinheiro).

O Comendador numa imagem do MIS

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Foi o Hugo Sukman que deu o toque…Lá no acervo do MIS, Museu da Imagem e do Som, tem essa imagem do Paulinho Albuquerque com Djavan, Filó Machado e Fátima Guedes. A foto apareceu num post sobre o Projeto Pixinguinha de 1981, quando o Comendador produziu os shows dessa turma. Naquele tempo não tinha celular, selfie, essas coisas. Por isso são raras as imagens onde aparecem as estrelas do espetáculo junto com o cara que estava nos bastidores, produzindo a coisa…Agora só falta saber quem fez o clique. Infelizmente não ficou registrado o nome do fotógrafo. Alguém aí sabe? Cartas para a redação, quer dizer, e-mails para o blog…

O link do post tá aqui: