Explicações necessárias

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Palbuca era um endereço de e-mail que virou apelido. Comendador Albuquerque era o seu alter-ego na secretária eletrônica (ouçam a mensagem do mordomo Antunes) e Paulinho Albuquerque era o produtor, diretor, iluminador, agitador, enfim, um cara que esteve por trás de muita coisa boa na música brasileira : shows e discos com Djavan, Ivan Lins, João Bosco, Aldir Blanc, Guinga, Nei Lopes, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Hamilton de Holanda, o Free Jazz Festival e até o Casseta & Planeta… (é muita gente, vejam a lista completa no menu, em “shows” e “discos”). Paulinho Albuquerque morreu em 26 de junho de 2006, nove dias depois do Bussunda.

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Trio Calafrio na área…com parceiro japonês!

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Estamos comemorando os 100 anos do samba e também estamos em temporada pré-carnavalesca e, pra completar, estamos também em plena temporada de maracutaias e esculhambação geral…Por falar nisso tudo, o Trio Calafrio tem um samba que o Paulinho Albuquerque ia adorar. É aquele do Parceiro Japonês. A pérola está num CD de Marquinhos Diniz (Meu Samba). E tem a participação dos outros dois parceiros e integrantes do trio (Barbeirino do Jacarezinho e Luiz Grande). Eles têm a maior bronca desses “compositores” que entram com uma grana pra comprar uma vaga de parceiro num samba-enredo e ficar posando de bamba … Tem samba-enredo que tem uns 20 parceiros e, às vezes, o cara que realmente fez o samba nem aparece na lista! É mole?…Com vocês, o Parceiro Japonês. E o time que está nessa faixa é o seguinte: Claudio Jorge/violão e arranjo, Mauro Diniz/cavaco, Carlinhos 7 Cordas, Rogério Fernandes/baixo, Edgar Araújo/bateria, Daniel Karin e Jorge André/percussão, Dudu Oliveira/flauta, Whatson Cardozo/clarinete. Som na caixa…

…E vejam outras memórias do Trio Calafrio, que teve o Comendador Albuquerque como produtor. É só clicar em “Trio Calafrio” naquela lista de palavrinhas vermelhas na abertura do blog.

trio calafrio CD

Todos gostam de Toots, inclusive o Comendador.

Toots_ brasil project 51+Gx-LuBrLToots Thielemans, que morreu em 22 de agosto, era um dos músicos favoritos do Paulinho Albuquerque e os dois se encontraram várias vezes, desde 1985 , quando o mestre da hamônica, da guitarra e do assobio veio se apresentar na primeira edição do Free Jazz Festival, onde o Comendador era um dos produtores e diretores…E aparentemente Toots também gostava muito do Paulinho, tanto que o nome dele aparece numa pequena lista de agradecimentos no encarte do CD The Brasil Project, lançado em 1992.

encarte do TootsVamos ouvir agora a última faixa desse CD,  a composição mais famosa do Toots : Bluesette, numa gravação especialíssima, onde aparecem , por ordem de entrada em cena , “apenas” os seguintes nomes: Ivan Lins, Djavan, Milton Nascimento e Dori Caymmi, Oscar Castro-Neves, Mark Isham, Gilberto Gil e Edu Lobo, Gilson Peranzzetta, João Bosco, Ricardo Silveira, Caetano Veloso, Brian Bromberg, Chico Buarque, Lee Ritenour, Dave Grusin e o mestre de cerimônias, Toots Thielemans, na guitarra e no assobio. A base é feita por Oscar Castro-Neves no violão, Brian Bromberg no contrabaixo e Paulinho da Costa na percussão. A letra em inglês é de Norman Gimbel (cantada por Chico Buarque)  e a versão em português é de Ivan Lins.

 

10 anos sem o Comendador

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O tempo passa…Nem parece que foi há 10 anos. Em 26 de junho de 2006, nove dias depois do Bussunda, Paulinho Albuquerque também deixou este planeta…E o grupo Casseta & Planeta, naqueles dias, foi vítima de uma catástrofe de proporções tsunâmicas. Mas ficaram as boas lembranças e, para ajudar a lembrar, temos este blog do Comendador, onde os amigos vão deixando suas palavras, imagens e sons…(É só ir clicando nas palavras-chave, aquelas palavrinhas vermelhas aí na coluna ao lado, e começar o passeio) . A trilha sonora deste post vai ser um samba de Cláudio Jorge e Wilson das Neves, faixa do  CD  Amigo de Fé, que Cláudio Jorge dedicou ao Comendador. Esse disco foi um dos últimos trabalhos do produtor Paulinho Albuquerque e o samba  Músico Profissional  é uma homenagem aos caras que adoravam conviver com o Paulinho nos shows, nas gravações e nas viagens pelo Brasil e pelo mundo…

Os músicos profissionais que participaram desta gravação são: Bororó / baixo acústico, Camilo Mariano / bateria, Ovídio Brito e Marcelinho Moreira / percussão, Altair Martins / flugelhorn, Ricardo Pontes / sax alto e flautas, José Carlos Bigorna / sax tenor, Johnson Barbosa / trombone, Cláudio Jorge / arranjo de base, voz e violões, Gilson Peranzzetta / arranjo de metais.

O festival está aí…e o Comendador também

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Sempre que acontece um Brasil Jazz Fest a turma do jazz se lembra de Paulinho Albuquerque. Ele, junto com as irmãs Gardenberg, Zé Nogueira e Zuza Homem de Mello,  ajudou a criar esse evento que já está aí há 31 anos (no começo se chamava Free Jazz Festival, depois teve outros nomes e patrocinadores…e hoje é a Rede que não deixa a peteca cair). Se você quiser saber mais sobre a história do festival, além de rever e re-ouvir momentos incríveis, é só procurar nessa coluna aí ao lado, com as palavrinhas vermelhas, e clicar nas palavras-chave: jazz, festival, Free Jazz, etc… Boa viagem!

Amizade transparente

Vídeo

Sempre é bom ficar perambulando pelos posts deste blog do Comendador para lembrar a figuraça que foi Paulinho Albuquerque. Todos os dias Paulinho é lembrado por algum dos muitos artistas que trabalharam com ele. E agora é a vez de Fátima Guedes, que está lançando Transparente, um disco todo em homenagem ao cara…Vejam este pequeno documentário e confiram. É uma homenagem de responsa. Olha aí o time que a Fátima conseguiu reunir. Só tem craque e, entre os craques, um monte de amigos do Comendador…

 

Pacto sinistro

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Paulinho Albuquerque produziu vários discos e dirigiu vários shows da Fátima Guedes e, durante esse tempo todo, eles mantinham um pacto sinistro: cada vez que um fosse fazer uma viagem tinha que trazer um presente pro outro. Mas não podia ser qualquer presente. Tinha que ser uma coisa estranha, insólita, bizarra…escova sereia 2015-09-02 23.14.30

Muitos desses presentes se perderam na noite dos tempos mas a nossa reportagem conseguiu localizar algumas dessas peças. Estão aqui, por exemplo, alguns presentes que Paulinho ofereceu para Fátima: uma escultura de tartaruga com conchas do mar da Flórida, uma escova de cabelos em forma de sereia, uns brincos em forma de caralhinhos fluorescentes, que brilhavam no escuro, comprados numa sex-shop em Nova de paulinho para fátima_oOrleans…

E a Fátima ofertou para o Comendador, entre outras coisas esquisitas, uma estátua de sereia que é uma maravilha…Esse, aliás, foi o último presente da lista. Com essa sereia, Fátima Guedes venceu a disputa. Paulinho disse que depois dessa ele não conseguiria revidar à altura e pediu arrego.

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