Explicações necessárias

Destaques

Palbuca era um endereço de e-mail que virou apelido. Comendador Albuquerque era o seu alter-ego na secretária eletrônica (ouçam a mensagem do mordomo Antunes) e Paulinho Albuquerque era o produtor, diretor, iluminador, agitador, enfim, um cara que esteve por trás de muita coisa boa na música brasileira : shows e discos com Djavan, Ivan Lins, João Bosco, Aldir Blanc, Guinga, Nei Lopes, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Hamilton de Holanda, o Free Jazz Festival e até o Casseta & Planeta… (é muita gente, vejam a lista completa no menu, em “shows” e “discos”). Paulinho Albuquerque morreu em 26 de junho de 2006, nove dias depois do Bussunda.

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Ainda sobre o carnaval

Cláudio Jorge manda um samba…

“Sobre o carnaval de 2012. Sem comentários, apenas música. O que é carnaval, do imperiano Wilson das Neves e do vilaisabelense Cláudio Jorge. Faixa do CD Coisa de Chefe, produzido por Paulinho Albuquerque, lançado pela Carioca Discos em 2001 e indicado para o Grammy Latino de 2002 na categoria melhor disco de samba”.

E aproveitamos a oportunidade pra lembrar também outra faixa carnavalesca produzida pelo Paulinho Albuquerque…

Do repertório do Casseta & Planeta, o memorável samba enredo Apogeu e Glória do Rock’n Roll,  de Bussunda, Beto Silva, Claudio Manoel e Mu Chebabi.

Alô bateria…

Comendador Albuquerque no Carnaval

No flagrante, Paulinho Albuquerque entrando num bloco de personagens do Nássara, outra inesquecível figuraça da música e do humor...

Vocês vão ouvir agora, em primeiríssima mão, uma música que vai arrebentar neste carnaval. É isso mesmo que vocês estão pensando…O  título da marcha é  “Comendador Albuquerque no Carnaval” e ela acaba de ser gravada por um time da pesada, todos ilustres membros da AMAPALBUCA (Associação dos Amigos do Paulinho Albuqueruqe). Dá só uma olhada na ficha técnica:

Autor: Cláudio Jorge / Coro: Marcelinho Moreira, Ary Bispo, Gabriel Versiani e Cláudio Jorge / Contrabaixo: Ivan Machado / Teclado e arranjo de metais: Itamar Assiére / Violão e arranjo: Cláudio Jorge / Percussão: Marcelinho Moreira e André Siqueira / Efeitos vocais: Jovi Joviniano / Técnico de gravação, mixagem e empréstimo do estúdio: Mu Chebabi / Assistente de produção: Pedro Albuquerque / Produção: Cláudio Jorge.

E olha a letra aí…

O mordomo Antunes avisou: / “O Comendador não pode atender

Depois que ouvir aquele bip / Deixa o teu recado / Que ele liga pra você”…

Paulinho Albuquerque / Um produtor porreta / Andou do samba ao jazz

E com a turma da Casseta / Carica bem sacana / Um cara de moral

Que fica na memória / Pr’eu brincar meu carnaval.

Sonhando com o Comendador

Paulo Malaguti Pauleira

Eu queria escrever algum lance sobre o saudoso Paulinho Albuquerque e realmente tenho muitas coisas a lembrar dessa grande figura carioca. Mas fui dar uma olhada no blog e quase todo mundo tinha um causo hilário do Paulinho, que de fato era espirituoso e muito esperto, com um humor grosso e fino ao mesmo tempo, na medida e na hora certa. Fiquei assim sem graça de só falar as coisas importantes em que ele me incluiu muito generosamente e ficar num tom cerimonioso que não interessa a ninguém. Pois bem: não é que agora, viajando a Portugal passeando com minha mulher, sonhei com o Comendador?

Era uma situação de sonho mesmo, em que havia vários músicos, me lembro do Zé Nogueira e do Rodrigo Campello e havia uma sensação boa de reconhecimento simpático a mim.  E aí de repente aparece o Paulinho, de bigodinho, bermuda, tênis e meia, super bicha afetada. E eu perguntei:

- Mas é o Paulinho?  Pensando: Ué, ele não morreu?

E alguém explicou que aquele era o irmão gêmeo gay do Paulinho Albuquerque (!) …

Essa aparição em sonho é o máximo de hilário que consigo contar sobre o Paulinho Albuquerque. Na vida real ele foi o responsável por alguns lances importantíssimos na minha carreira de músico. Minha participação no “Simples e Absurdo”, primeiro disco do Guinga, cantando, tocando e arranjando “Sete estrelas”. A primeira incursão de estúdio do Arranco de Varsóvia num CD lindaço da Fátima Guedes chamado “Grande Tempo”. Gravamos um samba do Lenine e Bráulio Tavares, “O dia em que faremos contato”. E no CD de 50 anos do Aldir Blanc cantamos “Vim sambar” parceria com J. Bosco, com a base poderosa do Peranzzetta, e eu tive a honra de escrever o arranjo vocal (ficou bem bacana).

Olhaí Reinaldo, arrumei uma passagem hilária espiritual-freudiana pra homenagear o grande Paulinho Albuquerque…

Com vocês, Fatima Guedes…

Aqui quem fala é o DJ Reinaldo e você vai ouvir agora mais uma música de um disco produzido pelo Paulinho Albuquerque. Essa é do CD Grande Tempo, da Fatima Guedes, que o Paulo Pauleira lembrou lá no post dele…O disco é de 1995 e a faixa é O Dia em Que Faremos Contato, um fantástico samba de ficção científica, de Lenine e Bráulio Tavares. No violão e arranjo de base está o Lenine, no outro violão, João Lyra e, no baixo elétrico, Bororó. O coro é o Arranco de Varsóvia (que na época era: Paulo Malaguti Pauleira, Rita Peixoto, Mury Costa, Soraya Ravenle, Evelyne Hecker). O arranjo vocal é do Pauleira e na percussão temos um timaço : Armando Marçal, Trambique, Jaguara e Ovídio Brito. Som na caixa…

Um Natal de Samba

Cláudio Jorge
Paulinho Albuquerque produziu para a Velas em 1999 o disco Um Natal de Samba. São sambas compostos por Wilson Moreira e Nei Lopes, Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro, Luisinho SP, Almir Gunieto, Zé Luiz, Dunga e Toninho Nascimento, Roque Ferreira, Barberinho, Marquinhos Diniz e Luiz Grande,  Arlindo Cruz e Sombrinha, Mauro Diniz, Cláudio Jorge, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara e Décio Carvalho. Algumas faixas interpretadas pelos próprios autores, outras por Zeca Pagodinho, João Nogueira, Emílio Santiago e Toque de Prima.
É um disco maravilhoso e a minha dica é a faixa de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, É Natal. Obra prima, tanto o samba quanto o disco produzido pelo Paulinho.
Participam da gravação Carlinhos Sete Cordas, Dininho e Jorge Hélder (baixo), Wanderson Martins (arranjo e cavaquinho) Itamar Assiere (piano e teclados), Jorge Gomes (bateria) Ovídio Brito, Marcelinho Moreira e Gordinho (percussões), Cláudio Jorge (violão), Eduardo Neves (sopros) Ary Bispo, Eveline Hecker, Jurema de Candia e Toque de Prima (coro).